Somos todos sobreviventes. Se você está lendo este artigo é
porque você administrou satisfatoriamente os riscos que você foi confrontado e conseguiu
superá-los.
Com o aprendizado adquirido nas vitórias e pequenas derrotas
sua capacidade de sobrevivência ficou ampliada. Nem todos os riscos que você
enfrentou foram vencidos com sucesso, mas os riscos maiores, que ameaçaram sua
sobrevivência foram superados. Você é a prova viva!
Entre as lições que vamos acumulando ao longo da vida, uma é
que devemos fazer a avaliação do que pode impedir a concretização de nossos
objetivos. Também aprendemos a identificar formas alternativas de superar os
obstáculos e minimizar impactos negativos quando não obtemos o desejado
sucesso.
Não atravessamos a rua sem olhar para os lados, não nadamos
em rios com correnteza, não cutucamos a onça com vara curta....
Quando nos tornamos adultos e maduros começamos a nos
preocupar com planos de saúde, aposentadoria e seguros de vida.
Ao utilizarmos este conjuntos de procedimentos estamos
fazendo a gestão do risco que pode impedir a nossa sobrevivência. Este conjunto
de procedimentos adotados, resumidamente,
são a síntese de uma gestão de risco.
Quando utilizamos um reservatório, contido por uma barragem,
que acondiciona milhões de litros de lama e substâncias poluentes devemos
avaliar o que poderá colocar em risco esta contenção e devemos também avaliar
as possíveis consequência do rompimento desta barragem. Adotar as medidas
preventivas e corretivas é consequência destas avaliações e a este processo
damos o nome de gestão de risco. O diagrama bow-tie
abaixo apresentado é uma ferramenta extremamente útil para registrar este
trabalho e divulgá-lo. A comunicação da gestão de risco é fundamental para
todos os envolvidos, direta ou indiretamente. Todos tem que ter conhecimento da
capacidade de resposta, inclusive com seus pontos fracos, e das possíveis
consequências da sua ocorrência.
Quando um desastre como o do rompimento das barreiras da
Samarco no município de Mariana acontece, é evidente que a gestão de risco foi
inadequada. Tanto na parte preventiva quanto na parte reativa, de mitigação dos
impactos.
Todos os gestores de risco devem estudar este caso e daí
tirar as lições necessárias para que os desastres não aconteçam com impacto tão
violento como este que estamos acompanhando nos últimos dias, com o agravante
de que até o momento não temos ainda completa percepção do tamanho real da destruição
decorrente.





