quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Terreirão do Samba Seguro



Está sendo publicado nos jornais de hoje, 10 de outubro de 2019, que a RioTur reassumiu a administração do Terreirão do Samba e o Sr. Milton Cunha será o curador do espaço. Na semana que vem será feita uma licitação seleção de patrocinadores para a obtenção de recursos destinados às melhorias no local.
O que fez o Terreirão ficar interditado não foi sua agenda de eventos e sim sua precária infraestrutura e organização que resultaram na morte de uma jovem. Pelo que foi informado pela mídia o Terreirão não atendia aos requisitos mínimos de segurança necessários para seu uso e não tinha aval do Corpo de Bombeiros.
Nesta nova fase, espera-se que as instalações estejam corretas e que o Corpo de Bombeiros inspecione e autorize o funcionamento. Mas esta liberação não é um atestado de segurança permanente.
A segurança de um evento começa pela utilização de uma instalação segura, que cumpra os requisitos legais necessários, mas isto não é tudo. O dia-a-dia, ou hora-a-hora, do evento precisa de uma gestão que tenha conhecimento técnico de gestão de eventos, incluindo a gestão de conforto e segurança dos usuários das suas instalações. Isto não é garantido pelo laudo do Corpo de Bombeiros. Isto é garantido por gestores e técnicos capacitados e com conhecimentos de segurança em eventos.
É necessário conhecimento técnico para se oferecer um evento seguro e é necessário conhecimento técnico para saber onde se erra e onde se acerta.
Sem conhecimento será feito sempre “mais do mesmo”, e a ausência de acidentes necessariamente não significa uma gestão correta e segura, podendo ser simplesmente uma decisão do acaso.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Óleo sem dono

No dia 2 de setembro de 2019 foi noticiado que resíduos de óleo foram encontrados numa praia em João Pessoa. Ontem, dia 7 de outubro, trinta e cinco dias depois, a Presidência da República se manifestou, depois das manchas de óleo terem atingido o litoral brasileiro entre Bahia e Maranhão.
A extensão do litoral atingido é de 3.300 Km, equivalente a aproximadamente 45% do litoral brasileiro. Neste desastre sabemos, no momento, parte dos impactos, mas não sabemos as causas e não sabemos como o mesmo ainda evoluirá.

Vários gestores de risco, cada um na sua instância falharam. O comandante da embarcação que vazou o óleo errou, a Marinha do Brasil falhou ao demorar emitir um alerta e iniciar a resposta adequada, o IBAMA também falhou na detecção e na resposta. Entender o que aconteceu, onde houveram erros e saná-los é imperativo. Pela extensão este incidente deve ter tido início em águas internacionais, o que amplia o escopo e insere outros interlocutores.
No estágio em que estamos cabe gerenciar para que os impactos já existentes sejam mitigados, e que novos impactos sejam minimizados ou evitados.
O evento de risco já ocorreu, mas ainda há muito por fazer.