sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ALARP e Gestão de Multidão - Campeões

Desde 2008 estamos com o blog do Centro de Estudos de Risco e Segurança de Negócios publicado.
Nestes quase quatro anos o texto mais acessado foi “ALARP”, publicado em janeiro de 2008. A idéia de que um risco seja reduzido até o mínimo razoável, embora seja um conceito óbvio, é uma mensagem importante que o termo ALARP passa. Foi interessante perceber como este texto atraiu a atenção.
Outro texto que também é campeão de acessos é o ”Gestão de Multidão - Pesquisa”. Este é texto recente, mas sua média de acessos diária é a mais alta de todos. Este resultado também despertou nossa atenção. O Assunto Gestão de Multidão é um tema novo. Começamos a falar dele há uns dois anos, sendo que no último ano aumentamos nossa ênfase e temos inclusive oferecido cursos sobre este assunto. Neste assunto estamos quebrando paradigmas, pois até hoje o planejamento de Gestão de Grande Público é feito de forma pouco sistematizada e sem metodologia. Aos poucos estamos mostrando que isto pode ser feito de uma forma mais profissional e oferecendo mais segurança para os freqüentadores de locais onde haja, ou possa haver, um grande público.
 O assunto mais procurado tem sido a Continuidade de Negócios, seguido da Gestão de Riscos. O assunto Gestão de Multidão ainda não aparece como um dos mais procurados quando consideramos toda a vida do nosso blog. Se considerarmos apenas o último ano, ele aparece sendo um destaque.
Obrigado por nos ler e contamos com suas críticas e sugestões.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

BIA: Uma Corrida contra o Tempo

A realização da Análise de Impacto de Desastres (BIA)  é a etapa chave da estruturação de um Plano de Continuidade de Negócios. O BIA irá fornecer as informações que irão subsidiar a decisão do escopo do Plano. Os processos que serão contemplados e os objetivos de ativação são decisões que tem o BIA como referência.
Mas um BIA amplo geral e irrestrito, numa empresa de médio porte ou grande porte é um processo demorado. Um projeto uma vez iniciado tem que ser desenvolvido com entusiasmo e determinação. Este entusiasmo contagia a todos e faz com que a mobilização inicial não se perca. Mas para isto o desenvolvimento do projeto deve fluir e ser rápido.
A adoção de estratégias que viabilizem a redução do tempo demandado pela análise de impacto é fundamental para o desenvolvimento de um Plano de Continuidade tenha sucesso. O BIA não pode ser um longo caminho que faça com que o objetivo final fique distante.
Não deixe que o BIA seja uma pedra no seu caminho. Ele é a bússola do projeto!!!! 

Informação Deficiente

Em nossas andanças pelo Brasil afora temos observado que um dos pontos fracos no processo de gestão de grande público é o fornecimento de informações para o público. Estas informações podem ser passadas de várias maneiras, escrita em bilhetes de entrada, de forma falada, em monitores de vídeo, em painéis luminosos, mas o resultado prático, em geral, é insatisfatório.
Os problemas verificados podem ser resumidos em três tipos: Localização da informação, o formato de informação e o conteúdo.
Em alguns locais há uma total falta de informação. Em outros ela existe, mas não leva a lugar nenhum (no terceiro piso do estacionamento do terminal 2 do Aeroporto do Galeão, a sinalização de saída faz com que você fique girando dentro de o estacionamento). Em outros existem belos painéis com informações pouco esclarecedoras (na Rodoviária Novo Rio existe uma placa indicando “demais bilheterias”).
Informação é um requisito de segurança. Numa emergência uma boa sinalização pode ser o fator que irá fazer a diferença entre um incidente e um desastre. 

Sem Saída no Aeroporto Internacional do RJ

Durante a semana de 24 de outubro de 2011 o jornal O Globo publicou uma série de reportagens sobre o péssimo estado de conservação do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Nós também estivemos neste aeroporto em julho de 2011 e fizemos uma avaliação das condições existentes relativas à Gestão de Grande Público. Como era de se esperar também neste aspecto o aeroporto foi mal avaliado. Neste trabalho utilizamos como referência a metodologia DIM – ICE do Prof. Keith Still da Inglaterra. Outros locais públicos também foram avaliados e a média dos resultados indica que estamos mal preparados para lidar com Grandes Públicos de maneira profissional e metódica.
Como exemplo de pontos falhos, veja na foto o tamanho da seta que indica a direção da saída de emergência no Aeroporto do Galeão. Ela é uma coisica branca ao lado da imagem de uma chama no quadrado verde. Você viu? Por que ela é tão pequena?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pesquisa Sobre Gestão de Grande Público e Multidão

Hoje, dia 25 de outubro, os alunos Patrícia Mitrano Neves e Fabrício Ventura Miranda apresentaram o concluíram a pesquisa sobre Gestão de Grande Público e Multidão realizada no decorrer deste ano de 2011.
Esta pesquisa está inserida no Programa de Iniciação Científica da Universidade Veiga de Almeida e foi realizada sob a orientação dos professores Nara Iwata e Fernando Saldanha.
Aos alunos nossos parabéns e nossos agradecimentos ao HSBC Arena que nos apoiou neste empreitada.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Rock in Rio e a Segurança

O que é segurança num show de rock? Ou melhor, o que faz uma pessoa se sentir insegura num show de rock?

A primeira insegurança surge na entrada. Uma pessoa se sentirá desconfortável e insegura caso haja uma multidão se espremendo e lutando por espaço na entrada.

Dentro das instalações do evento a insegurança surge caso haja uma densidade elevada de pessoas. Esta elevada densidade pode ser encontrada em determinados locais, tais como na área próximo ao palco, na
praça de alimentação e bares, em passagens onde haja estrangulamentos ou nos acessos aos banheiros.

Um outro momento que causa desconforto e insegurança é na saída, quando as dimensões das rotas de saída forem mal projetadas, com obstáculos e subdimensionadas causando uma movimentação problemática e com uma alta densidade de pessoas.


Não mencionamos a insegurança causada por furtos por dois motivos: não há risco para a integridade física das pessoas na ação de um batedor de carteira e este tipo de problema não é decorrente da realização de um show de rock. Ele está presente, infelizmente, no cotidiano.

Por último cabe observar que usamos algumas vezes a palavra (des) conforto propositalmente. A segurança das pessoas num evento de grande porte está diretamente relacionada com o conforto oferecido a elas. Um local seguro é um local confortável e vice-versa.

domingo, 25 de setembro de 2011

Rock in Rio: Planejar X Remediar

As informações que nos foram passadas por espectadores do Rock-in-Rio são boas. O sistema de transporte foi ajustado e na noite de sábado, dia 24 de setembro de 2011, não se verificaram os mesmos transtornos verificados na sexta-feira. Não estivemos na cidade do rock e não temos como avaliar se todos os pontos críticos que observamos foram eliminados.
Acreditamos que alguns pontos críticos devam permanecer uma vez que os mesmos são devidos a erros no lay-out das instalações. Este tipo de erro é de difícil mitigação uma vez consolidado. Ele deve ser prevenido durante a fase de planejamento das instalações.
Da mesma forma acreditamos que erros no sistema de informação ainda persistam. Neste caso temos notícias de que houve uma melhoria na sinalização do acesso aos ônibus especiais. Isto é bom, mas é pouco.
É importante assinalar que erros na gestão de multidão são graves, pois falhas neste processo colocam vidas humanas em risco. Não podemos ser tolerantes neste quesito.
Nunca haverá um projeto 100% seguro e por isto deveremos sempre adotar o conceito do ALARP - "As low as reasonably practicable". Para isto deve ser feito uma gestão de multidão com método e profissionalismo. No dia 23 de setembro , em entrevista para a Globo News, ratificamos nossa preocupação com o retorno dos espectadores após o show. O caos que se verificou na madrugada de sexta-feira para sábado confirmou nosso expectativa negativa.