domingo, 15 de setembro de 2013

IV ConCERNE - Gestão de Público em Grandes Eventos

No dia 27 de setembro de 2013 será realizado o IV ConCERNE,  promovido pelo CERNE / Universidade Veiga de Almeida / RJ.
O tema central será a GESTÃO DE PÚBLICO NOS GRANDES EVENTOS DO RIO DE JANEIRO.
Serão três palestras:

  • Palestra da CET-Rio, representada pelo seu Diretor de Operações, Joaquim Dinís.
  • Palestra do CBMRJ com o Coronel Ronaldo de Alcântara - Subcomandante Geral e Chefe do Estado Maior Geral, Coronel Wanius de Amorim - Superintendente de Grandes Eventos da Secretaria de Estado de Defesa Civil e com o Coronel André Gustavo Belchior dos Santos - Chefe da 3a seção do Estado Maior - Operações que apresentarão a operação do CBMERJ nos grandes eventos.
  • Palestra do Prof. Eng. Fernando Saldanha - Coordenador do CERNE, especialista em Gestão de Multidão.


Local: Auditório do Campus Barra da Universidade Veiga de Almeida, Rua Felicíssimo Cardoso 500, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro / RJ, atrás do Clube Marapendi.
Dia 27 de setembro de 2013, das 09:00 às 12:00h
Inscrições grátis, pelo e-mail: naty@cernebr.com.br

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Artigos sobre Gestão de Multidão na JMJ

Relação dos artigos tendo a JMJ como assunto:











Remoção de Obstáculos na JMJ


Cercas e grades são úteis enquanto necessárias.
Após isto elas passam ser obstáculo e por isto passam a ser perigosas exigindo sua imediata remoção.

Isto nem sempre é feito como mostra a foto da JMJ durante a Missa do dia 28 de julho. 

Carros X Peregrinos

A segregação do fluxo de pedestres do fluxo dos carros é essencial para garantir a segurança da multidão. 
Na JMJ, em Copacabana, a disputa de espaço de pedestres com os carros esteve presente.
Felizmente, não temos notícias de nenhum incidente grave, mas observamos algumas situações de "quase acidente".

Continuidade Operacional do Metrô Rio na JMJ

No segundo dia da JMJ o metrô do Rio de Janeiro apresentou uma pane que durou mais de duas horas.
De acordo com o site R7 Notícias  o "...MetrôRio informou que perícia técnica para apurar o desligamento do sistema metroviário na terça (23) por duas horas constatou que o problema ocorreu por falha na montagem da estrutura de energia de nova estação do metrô localizada na rua Uruguai, na Tijuca...".

Durante uma JMJ é inadmissível que intervenções que não sejam manutenções corretivas sejam feitas colocando em risco a continuidade operacional de um serviço básico e pela informação disponibilizada, a intervenção em questão não dizia respeito aos serviços disponibilizados para os usuários.

Informação, informação e informação

Informação foi um dos pontos falhos da JMJ. Haviam galhardetes com algumas informações, mas nos pontos chaves, na saída do evento a informação estava ausente. Haviam voluntários com megafones dando orientações em português, mas não havia sinalização. Como sair, onde pegar ônibus, metro, etc. Basicamente a sinalização estava distribuída na orla de Copacabana, mas nas ruas internas era tímida
Por exemplo, não houve orientação de que na Rua Voluntários da Pátria, acessível a pé, haviam ônibus para a Central do Brasil e vários outros destinos.
Milhares de voluntários queriam ir para o RioCentro após a Missa Final, mas não foi disponibilizado um meio de transporte para este percurso. Assim como não foi informado como eles poderiam chegar lá para estarem presente no evento especialmente dedicado a eles.

A gestão de multidão possui  três pilares, design, informação e monitoração. Dos três o mais simples e barato é informação, mas na JMJ este pilar foi frágil.

Números da JMJ

Foto: Reprodução de O Globo - 29/07/13
Inicialmente se dizia que a JMJ iria levar mais de 2 milhões de pessoas para Guaratiba. Número difícil de se concretizar devido a precariedade dos transportes.
Agora está sendo divulgado que haviam 3 milhões de pessoas no evento final, na praia de Copacabana, dia 28 de julho.
Este número é difícil de ser verdadeiro. A praia de Copacabana estava ocupada da Rua Xavier da Silveira até o Altar, o que equivale a 2.100 metros (além da rua Xavier da Silveira não havia sistema de som e telão). A praia tem uma faixa de areia que varia na sua largura. Na parte mais larga, da areia molhada pela água até a fachada dos prédios temos 207 metros.  Neste espaço temos no máximo 435 mil metros quadrados. Com uma ocupação de 3 pessoas por metro quadrado, em média, teremos um total de 1,3 milhões de pessoas.
A média de 3 pessoas por metro quadrado é elevada pois haviam peregrinos sentados, peregrinos deitados, espaços vazios devido a falta de visibilidade dos telões e outros obstáculos, espaços ocupados por ambulantes, quiosques, banheiros, tendas,etc.. Ou seja, nos locais mais densos, a média pode ser considerada de 4,5 pessoas por metro quadrado, mas esta densidade só foi atingida em locais específicos.
Incluindo as pessoas que estavam nos prédios da orla teremos um acréscimo de 24 mil pessoas se utilizarmos uma taxa de ocupação de 10 pessoas por andar em 200 prédios de 12 andares.

Este número, de 1,3 milhões de pessoas não diminui a JMJ, pois um evento que reúne o equivalente a aproximadamente 20 Maracanãs cheios não pode ser minimizado, mas precisamos ser realistas e trabalhar com números coerentes.