segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Gestão Criminosa

No dia dois de dezembro houve tumulto na venda dos últimos ingressos para o jogo Flamengo X Grêmio.

No dia seis de dezembro houve tumulto e pancadaria no fim do jogo Coritiba X Fluminense.

Alem do tumulto o que há de comum nestes dois eventos é a sua previsibilidade.

A Polícia Militar solicitou que a venda dos ingressos fosse antecipada em um dia, caso contrario haveria o encontro da multidão indo assistir o jogo Fluminense X LDU com a multidão aguardando o início da venda dos ingressos. Ponto para a PM que previu um problema e tratou de eliminá-lo. Mas isto não foi o suficiente. O tumulto tinha hora marcada, estava previsto e se concretizou.

Em Curitiba o tumulto era possível. Não tão certo quanto ao tumulto da venda de ingressos, mas possível caso o Coritiba fosse rebaixado. No Rio de Janeiro, onde a probabilidade de ocorrência de um tumulto era de 100%, não houve uma ação preventiva efetiva. Em Curitiba a falta de prevenção quase implicou num desastre com vítimas fatais (até o momento não há vítimas fatais...). Jogadores, árbitros, policiais e torcedores ficaram expostos a selvagerias para as quais a organização do jogo não se preparou. Inadimissível.

As boas práticas indicam que deve ser feito a gestão da multidão para que não se perca o controle dela. A ação de controle da multidão é uma prática necessária, mas que significa que a gestão não foi eficaz e que a multidão está fora de controle.

Em ambos os eventos, esperou-se o início do tumulto para o início da reação e retomada de controle da multidão. Isto caracteriza imperícia, imprudência e negligência por parte dos promotores. Ou seja, isto é um crime!!!

Será que será necessário haver mortes para que tenhamos maior competência na gestão de grandes eventos e grandes públicos?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

LIVRO: O Andar do Bêbado


O Andar do Bêbado (Ed. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro)

O Andar do Bêbado, de Leonard Mlodinow, é um livro provocador. Ele procura mostrar que um fato excepcional não é uma exceção e sim resultado de um evento aleatório, que pode acontecer, e acontece, ainda que com pouca freqüência.

Nossa percepção é baseada em pré-conceitos que nos levam a confirmar o que esperamos que acontecesse. A regressão à média é um fato conhecido em determinados eventos. Mas um instrutor acha que seu aluno tem um melhor desempenho depois de ser advertido e que o êxito leva a um relaxamento. Na verdade o que acontece nada mais é do que uma regressão à média. Um bom piloto tem seus pousos variando em torno de um desempenho que lhe diz respeito. Suas aterrissagens são ora um pouco pior, ora um pouco melhor. Esta variação não tem relação com incentivos ou relaxamentos. Eles são resultado de variações aleatórias.

Perseguimos padrões e precisamos deles para confirmar ou estabelecer crenças. Tal necessidade nos leva a acreditar que eventos que são apenas aleatórios apresentem resultados determinísticos, a assim sendo nos levam a um erro de percepção.

O livro de Mlodinow faz um excelente par com o livro “Risco: A Ciência e a Política do Medo” sendo ambos importantes para a biblioteca de quem trabalha com Gestão de Risco.

LIVRO: "Risco: a Ciência e a política do medo"


Risco: a Ciência e a política do medo (Ed. Odisséia, Rio de Janeiro)

Don Gardner em seu livro explica como percebemos o risco e examina a psicologia que rege nossos temores A percepção de risco é apresentada como uma combinação de dois tipos de resposta do nosso cérebro: a intuitiva e a racional.

A intuitiva é rápida enquanto que a racional, como um adolescente acordando, é devagar e preguiçosa. O resultado desta combinação são percepções distorcidas e que em alguns casos nos levam a situações de maior risco. Um exemplo é a rejeição a utilização do transporte aéreo no pós 11 de setembro. As alternativas de transporte, em especial a feita por rodovia, são bem mais perigosas do que voar de avião. O resultado desta percepção de risco intuitiva e emocional foi um número maior de mortes.

O livro de Gardner é importante quando utilizamos o conceito de que risco é a combinação da probabilidade com a possível conseqüência. Se nossa percepção falha grosseiramente somos levados a estimar a probabilidade de maneira absurda e com isto nossa estimativa de risco fica totalmente equivocada.

O livro de Don Gardner é uma importante leitura para quem trabalha com segurança e gestão de risco.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Gripe suína, ela chegou para ficar


A epidemia da gripe suína é um fato consumado.
Para não contrair esta doença é necessário que se tenha os anticorpos para combater o vírus. Existem duas formas de se adquirir estes anticorpos: através de uma vacina ou através de uma reação natural do organismo em resposta a uma contaminação pelo vírus. A vacina não estará disponível em quantidade suficiente rapidamente. A alternativa desagradável de curto prazo é desenvolver a resistência a este vírus adquirindo o mesmo....
Existe ainda uma terceira alternativa para não ficar doente, que é não ser infectado, e esta alternativa depende da sorte.
Pânico não irá ajudar em nada. Ações inteligentes ajudarão.
O melhor que uma empresa ou uma família pode a fazer é seguir a estratégia adotada pelas autoridades da área de saúde. Em síntese esta estratégia consiste em fazer todo o possível para reduzir ao máximo a velocidade de propagação do vírus e da doença, que já é uma epidemia aqui no Brasil.
Esta estratégia irá permitir que a reação às conseqüências da epidemia possa ser eficiente. Dentre as conseqüências, a mais grave é o impacto econômico decorrente do absenteísmo elevado devido ao contágio simultâneo de vários membros de uma mesma organização. Este elevado absenteísmo implicará numa degradação da capacidade operacional da organização, o que em alguns casos poderá ser de difícil administração.
Resumindo, cada organização deve agir para reduzir a capacidade de o vírus sobreviver no seu ambiente e agir estruturando pelo menos um Plano de Contingência para responder a um elevado absenteísmo.
A realidade a ser encarada é que novos casos devem deixar de ser notícias, casos de gripe A devem deixar de ser tratados como casos excepcionais e sua ocorrência tem ser gerida como um problema grave do dia-a-dia.
Haja, gerencie a crise e tenha um desempenho melhor do que seus concorrentes !

sábado, 27 de junho de 2009

Informações úteis sobre a pandemia de gripe

Links úteis para informações atualizadas sobre a gripe Influenza e pandemia:

Organização Pan-americana de Saúde
http://new.paho.org/hq/index.php?lang=en
Site da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro
CDC- Centers for Desease Control and Prevetion (do Governo dos EUA)
Portal do Ministério da Saúde

segunda-feira, 8 de junho de 2009

I ConCERNE


O CERNE ficará honrado com a sua presença no:

I CONCERNE – Conversas no CERNE

  • Dia: 18 de junho de 2009
  • Horário: 09:30h às 12:10h
  • Entrada franca
  • Programação:
    Apresentação do CERNE – Centro de Estudos de Risco e Segurança de Negócios.
    Palestra: Caraterísticas de um Plano de Continuidade de Negócios para uma Pandemia
    Palestra: Pontos Básicos de Comunicação em Crise e Risco
    Palestra: Método para Gestão de Riscos
  • Local: Auditório da Universidade Veiga de Almeida – Campus Barra (Atrás do Clube Marapendi)
  • Endereço: av. Felicíssimo Cardoso 500. Barra da Tijuca. RJ/RJ.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pandemia – Recomendações Básicas para as Organizações

A Pandemia é um problema de saúde pública que pode afetar a sobrevivência das Organizações.
Algumas medidas podem ser adotadas por todas as Empresas para torná-las mais aptas a enfrentar o impacto de uma pandemia.

O CERNE - Centro de Estudos de Risco e Segurança de Negócios (http://www.cernebr.com.br/ ) recomenda que as Empresas invistam na sua robustez aperfeiçoando mecanismos e procedimentos do dia-a-dia e tenham alguns planos delineados para o caso de uma emergência.

Os itens a seguir devem ser considerados por todas as Organizações:


  • Invista na sua capacidade de operar com seus empregados instalados em suas residências.

  • Monitore os informes da evolução de crises no ambiente externo e interno.

  • Forme substitutos para seus executivos, gerentes e pessoal chave.

  • Identifique fornecedores críticos e desenvolva fornecedores alternativos.

  • Reforce medidas de higiene e limpeza de suas instalações.

  • Reforce medidas de higiene de seus funcionários. Lavar as mãos é uma importante e simples prevenção.

  • Utilize torneiras que tenham desligamento automático.

  • Utilize sabão líquido.

  • Utilize toalhas de papel.

  • Reduza as viagens e adote solução de teleconferência.

  • Mantenha as informações de contato com seus funcionários e parceiros atualizada.

  • Mantenha seus funcionários informados.

  • Tenha uma estratégia de ação caso um ou mais de seus funcionários (parceiros ou clientes, dependendo de cada tipo de negócio) seja infectado. Esta estratégia é função de cada tipo de negócio. Consideramos que empresas que usem mão de obra intensiva e que lidem com grande número de pessoas devem estar particularmente atentas devido a uma maior exposição à gripe influenza.