No dia 29 de julho o IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo (https://www.unibp.com.br/cursos/gestao-de-risco-com-o-metodo-bow-tie/) oferecerá um curso sobre metodologia BowTie de análise de risco.
Serei o professor.
#bowtie, #análisederisco, #gestaoderiscos
quinta-feira, 9 de julho de 2020
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
Planos de Continuidade de Negócios e Pandemia
Escrevi um pequeno artigo sobre planos de continuidade de negócios, considerando uma pandemia. Veja em https://www.linkedin.com/pulse/o-seu-plano-de-continuidade-responde-qualquer-tipo-saldanha-msc-
sexta-feira, 18 de outubro de 2019
Quem é o responsável?
Um motorista avança um
sinal vermelho num cruzamento e causa um acidente. Neste cruzamento não havia a
presença de um “guarda de trânsito”.
A ausência do fiscal
neste cruzamento altera a culpa do motorista? Não.
A ausência do “guarda”
gera uma culpa pelo acidente para o poder executivo? Não.
O desabamento do
prédio, construído regularmente, como ocorrido em Recife ou o colapso da
barragem de Brumadinho são desastres de responsabilidade dos gestores privado.
O estado tem suas falhas e seus erros. Mas coloca-los como corresponsáveis não
contribui para reduzir os riscos de desastres existentes, muito pelo contrário,
ajuda a dividir responsabilidades, auxiliando que os culpados não sejam
efetivamente condenados. O exemplo do acidente no cruzamento ajuda entender
esta lógica.
Edificações
irregulares cuja construção e permanência tenha sido tolerada caracterizam um
erro do poder público, em especial porque estas construções não possuem
“responsáveis formais”. Neste caso a
ausência do “guarda fiscalizador” gera uma responsabilidade.
Associar o desabamento
de uma construção regularizada a uma falha de fiscalização é atribuir uma
capacidade, tanto qualitativa quanto quantitativa, ao poder público que ele é
incapaz de possuir. Atribuir esta responsabilidade ao poder público interessa
apenas ao verdadeiro dono do “risco” pois estará turvando sua responsabilidade.
Desastres de grandes
proporções geram grande cobertura midiática, isto faz com que os termos
utilizados e os comentários sejam feitos com a devida cautela e atenção para
que equívocos conceituais relativos a gestão de risco não sejam cometidos.
Um ponto fundamental e
de rápido entendimento é que a gestão de riscos se inicia pela adequada identificação
do evento de risco que se deseja gerencia. Um evento de risco tem que ter um
gestor e um gestor somente tem capacidade de tratar um risco que seja de sua
competência.
Gerenciar riscos de
outros é perda de energia, desperdício de recursos e um equívoco metodológico.
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Terreirão do Samba Seguro
O que fez o Terreirão
ficar interditado não foi sua agenda de eventos e sim sua precária infraestrutura
e organização que resultaram na morte de uma jovem. Pelo que foi informado pela mídia o Terreirão não atendia aos
requisitos mínimos de segurança necessários para seu uso e não tinha aval do Corpo de Bombeiros.
A segurança de um
evento começa pela utilização de uma instalação segura, que cumpra os requisitos
legais necessários, mas isto não é tudo. O dia-a-dia, ou hora-a-hora, do evento
precisa de uma gestão que tenha conhecimento técnico de gestão de eventos,
incluindo a gestão de conforto e segurança dos usuários das suas instalações.
Isto não é garantido pelo laudo do Corpo de Bombeiros. Isto é garantido por
gestores e técnicos capacitados e com conhecimentos de segurança em eventos.
É necessário
conhecimento técnico para se oferecer um evento seguro e é necessário
conhecimento técnico para saber onde se erra e onde se acerta.
Sem conhecimento será
feito sempre “mais do mesmo”, e a ausência de acidentes necessariamente não significa
uma gestão correta e segura, podendo ser simplesmente uma decisão do acaso.
terça-feira, 8 de outubro de 2019
Óleo sem dono
No dia 2 de setembro de 2019 foi noticiado que resíduos de óleo foram encontrados numa praia em João Pessoa.
Ontem, dia 7 de outubro, trinta e cinco dias depois, a Presidência da República se manifestou, depois das
manchas de óleo terem atingido o litoral brasileiro entre Bahia e Maranhão.
A extensão do litoral
atingido é de 3.300 Km, equivalente a aproximadamente 45% do litoral
brasileiro. Neste desastre sabemos, no momento, parte dos impactos, mas não
sabemos as causas e não sabemos como o mesmo ainda evoluirá.
Vários gestores de
risco, cada um na sua instância falharam. O comandante da embarcação que vazou
o óleo errou, a Marinha do Brasil falhou ao demorar emitir um alerta e iniciar
a resposta adequada, o IBAMA também falhou na detecção e na resposta. Entender
o que aconteceu, onde houveram erros e saná-los é imperativo. Pela extensão
este incidente deve ter tido início em águas internacionais, o que amplia o
escopo e insere outros interlocutores.
No estágio em que
estamos cabe gerenciar para que os impactos já existentes sejam mitigados, e
que novos impactos sejam minimizados ou evitados.
O evento de risco já ocorreu, mas ainda há muito
por fazer. terça-feira, 24 de setembro de 2019
Incêndio em Hospitais
Estamos em setembro de
2019, mais de dez pacientes morreram em consequência de um incêndio num
hospital na Tijuca, Rio de Janeiro. Em novembro de 2018 pelo menos cinco
pacientes morreram em decorrência de um incêndio num hospital na Barra da
Tijuca, também no Rio de Janeiro.
Aparentemente, nenhuma
das fatalidades foram decorrentes de queimaduras, ou seja, da ação direta do
fogo. As mortes foram decorrentes da necessidade de cuidados excepcionais par
parte de pacientes internados em UTIs que não tiveram a devida continuidade em
decorrência do incêndio.
Um incêndio num prédio
ocupado, durante o dia, denota que houve falha na identificação e no combate
inicial. Aqui temos dois eventos problemáticos, a ocorrência do foco do
incêndio e a falha no seu combate.
As consequências
destes incêndios, dentre outras, foram o corte da energia elétrica que sustenta
os equipamentos de uma UTI e a propagação de fumaça. Aqui temos outros dois
eventos problemáticos.
Entender como estes
eventos ocorreram possibilita a identificação de pontos onde houveram falhas na
estrutura de segurança.
A exemplo do que
ocorre na aviação, deve haver uma investigação independente da investigação
criminal para entendimento do desastre e para a elaboração de recomendações para
que eventos deste tipo não se repitam.
A troca de
conhecimento entre diferentes industrias pode ser benéfica. A aeronáutica e a
área de tecnologia de informações podem contribuir com exemplos e práticas que
auxiliem os profissionais da área de saúde.
Um servidor hospedado
num datacenter é cercado de segurança. Da mesma forma deve ser um paciente internado
numa UTI. Uma sala-cofre é imune a 99% dos possíveis desastres, um CTI também
deveria ser. Um acidente na aviação gera investigações para o aperfeiçoamento
do transporte aéreo, assim também deve ser na área da saúde.
Acidentes em ambientes
controlados e seguros não devem ocorrer e a sua repetição é inaceitável.mos em setembro de
2019, mais de dez pacientes morreram em consequência de um incêndio num
hospital na Tijuca, Rio de Janeiro. Em novembro de 2018 pelo menos cinco
pacientes morreram em decorrência de um incêndio num hospital na Barra da
Tijuca, também no Rio de Janeiro.
Aparentemente, nenhuma
das fatalidades foram decorrentes de queimaduras, ou seja, da ação direta do
fogo. As mortes foram decorrentes da necessidade de cuidados excepcionais par
parte de pacientes internados em UTIs que não tiveram a devida continuidade em
decorrência do incêndio.
Um incêndio num prédio
ocupado, durante o dia, denota que houve falha na identificação e no combate
inicial. Aqui temos dois eventos problemáticos, a ocorrência do foco do
incêndio e a falha no seu combate.
As consequências
destes incêndios, dentre outras, foram o corte da energia elétrica que sustenta
os equipamentos de uma UTI e a propagação de fumaça. Aqui temos outros dois
eventos problemáticos.
Entender como estes
eventos ocorreram possibilita a identificação de pontos onde houveram falhas na
estrutura de segurança.
A exemplo do que
ocorre na aviação, deve haver uma investigação independente da investigação
criminal para entendimento do desastre e para a elaboração de recomendações para
que eventos deste tipo não se repitam.
A troca de
conhecimento entre diferentes industrias pode ser benéfica. A aeronáutica e a
área de tecnologia de informações podem contribuir com exemplos e práticas que
auxiliem os profissionais da área de saúde.
Um servidor hospedado
num datacenter é cercado de segurança. Da mesma forma deve ser um paciente internado
numa UTI. Uma sala-cofre é imune a 99% dos possíveis desastres, um CTI também
deveria ser. Um acidente na aviação gera investigações para o aperfeiçoamento
do transporte aéreo, assim também deve ser na área da saúde.
Acidentes em ambientes
controlados e seguros não devem ocorrer e a sua repetição é inaceitável.
quarta-feira, 19 de junho de 2019
Uso do Bow Tie no Brasil para a Gestão de Risco
Veja o que a CGE Risk está falando sobre o uso do Bow Tie para gestão de risco no Brasil. => https://www.cgerisk.com/2019/04/bowtie-activity-increasing-in-brazil/
sexta-feira, 24 de maio de 2019
Curso: Gestão de Risco com o Bow Tie
Em junho de 2019 estaremos dando um curso sobre gestão de risco com o método Bow Tie no Inst. Brasileiro do Petróleo - IBP, no Rio de Janeiro.
Para maiores detalhes veja => https://www.unibp.com.br/cursos/gestao-de-risco-com-o-metodo-bow-tie/?utm_campaign=UnIBP_EMM&utm_medium=destaquebowtie&utm_source=bowtie
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Livro: Gerenciamento de Risco - Método Bow Tie
A partir de hoje, a versão impressa do meu novo livro está disponível na Amazon.com. A versão e-book continua disponível na loja Kindle / Amazon.
Gerenciamento de Risco - Método Bow Tie
É um manual para orientar aqueles que estejam interessados na Gestão do Risco e na utilização do método Bow Tie.
quinta-feira, 8 de março de 2018
Crowd Dynamics na sala de Aula
Criamos na Universidade Veiga de Almeida - UVA um tópico especial para a Gestão de Riscos e Segurança em Grandes Eventos.Esta semana os alunos estudaram e praticaram a dinâmica da multidão.
Conheceram as características físicas de um grupo de pessoas estáticas e em movimento, com várias densidades de ocupação do espaço.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Método Bow Tie - Gestão de Riscos
O mestre e engenheiro de produção Fernando Saldanha transformou suas aulas de Gestão de Riscos num livro.
"Gerenciamento de Riscos: Método bow tie" é o resultado de anos de ensino na Universidade Veiga de Almeida - UVA e em outras instituições tais como Escola Superior de Inteligência - ESINT e AcadePol - RJ.
No formato Kindle, o livro está disponível na Amazon (www.amazon.com.br).
"Gerenciamento de Riscos: Método bow tie" é o resultado de anos de ensino na Universidade Veiga de Almeida - UVA e em outras instituições tais como Escola Superior de Inteligência - ESINT e AcadePol - RJ.
No formato Kindle, o livro está disponível na Amazon (www.amazon.com.br).
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Bow Tie - Gestão de Riscos
O Instituto Brasileiro do Petróleo - IBP solicitou e atendendo a esta demanda iremos realizar um
treinamento de gestão de risco, com a metodologia Bow Tie em janeiro de
2018 nesta instituição. É o primeiro treinamento que realizamos com este parceiro e em breve outros eventos serão oferecidos.
Este curso tem como objetivo capacitar os alunos a estruturar a gestão
de um risco através do método Bow Tie. O público alvo são os Gestores de Risco,
Auditores, Gestores de Segurança, Gestores de Manutenção, Gestores de Produção.
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Segurança de Público em Eventos (Safety)
Em 2018 iremos oferecer um curso de Gestão de Segurança para o Público de Grandes Eventos.
Trataremos da gestão de multidão e dos demais tópicos relacionados com a segurança do público, tais como conforto, higiene, alimentação, etc..., tendo como referência as boas práticas dos padrões ingleses de "safety" em eventos.
Este curso terá a duração de dois dias, com uma carga horária de 16 horas.
Para maiores detalhes envie um e-mail para psep@ps.eng.br .
Trataremos da gestão de multidão e dos demais tópicos relacionados com a segurança do público, tais como conforto, higiene, alimentação, etc..., tendo como referência as boas práticas dos padrões ingleses de "safety" em eventos.
Este curso terá a duração de dois dias, com uma carga horária de 16 horas.
Para maiores detalhes envie um e-mail para psep@ps.eng.br .
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Rock in Rio e Multidão
Recebemos de um colaborador uma pergunta, a aglomeração verificada na saída do Rock in Rio foi proposital?Não temos como responder, uma vez que não participamos da organização, mas algumas observações podem ser feitas.
Aglomerações com alta densidade devem ser cuidadosamente monitoradas e controladas. Numa alta densidade de pessoas qualquer incidente pode se transformar num desastre. Não existe margem de segurança para que qualquer anormalidade seja administrada.
Foto de Nathan Felipe Aló
Pelas fotos que recebemos, aparentemente a aglomeração estava próximo da densidade limite.
Segundo o jornal o Globo do dia 25 de setembro de 2017, dentre os itens que estavam na relação "desafinou" estavam: dias superlotados e saída tumultuada.
Precisamos ser mais cuidadosos na gestão de um grande público.
quinta-feira, 10 de março de 2016
3E UNIRIO - Março de 2016
No dia 15 de março estarei na UNIRIO na mesa redonda "Tecnologia e Gestão Tabelando pelo Esporte" no IV Encontro de Engenharia no Entretenimento (http://3eunirio.com/) . Os professores da UNIRIO, responsáveis pelo envento, incansáveis, merecem o nosso aplauso!!!
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Resposta a um Desastre
O desastre de Mariana é um caso exemplar para discutir a
qualidade de nossos planos de recuperação de desastres.
Nos anos 70 e 80, o termo mais utilizado no Brasil era Plano
de Contingência. Expressão em que cabia todos os tipos de respostas a
incidentes indesejados e era largamente empregado na forças armadas e nas
empresas petrolíferas. Nos Estados Unidos no DRII, Disaster Recovery Institute
International, com sede em St. Louis nos EUA, que tratava tanto de desastres naturais
como desastres corporativos era utilizado o nome de Plano de Recuperação de
Desastres, de forma genérica, não sendo adotado o termo contingência para este
tipo de plano.
Nos anos 90 o DRII passou a utilizar a denominação de Planos
de Continuidade de Negócios por considerar que a palavra continuidade melhor
definia os objetivos de um plano de resposta a desastre. Os desastres, de
causas naturais, ficaram excluídos do
conceito de Planos de Continuidade de Negócio e para estes o antigo nome se
aplicava. No Brasil, a denominação Planos de Continuidade passou a ser
utilizada em maior escala quando o Banco Central exigiu este tipo de gestão,
com este nome, para fazer frente ao "bug do milênio".
No novo milênio, Disaster Recovery passou a ser também,
equivocadamente, utilizado para tratar da recuperação do ambiente de tecnologia
de informação das empresas, planos estes que disputavam os orçamentos com os
Planos de Continuidade de Negócios. Este
reaproveitamento da palavra desastre na área de tecnologia de informação foi
decorrente de uma visão simplista do conceito de continuidade de negócios, uma
vez que o ambiente de TI não pode ser tratado desassociado dos negócios, mas
ainda assim este termo vingou neste meio.
Hoje temos os Planos de Contingência, Planos de Recuperação
de Desastres, Planos de Continuidade de Negócio, Planos de Resposta
Emergencial, dentre outros disputante um mesmo espaço. Conceitualmente, a
estrutura de todos estes tipos de planos se baseiam na prevenção dos desastres,
na resposta emergencial, e num plano de continuidade operacional. O nome e o
peso de cada parte pode variar em função do seu ambiente, mas o conceito é o
mesmo e caso ele seja bem estruturado, a nomenclatura é o que menos importa.
Todos estes planos ao serem construídos tem como premissa
alguns pressupostos. Por exemplo, num plano empresarial pode ser considerado como
pressuposto que haverá pessoal qualificado em quantidade suficiente para que os
processos alternativos sejam executados. Outra premissa usual é que os dados
vitais estarão íntegros e em condição de serem utilizados após o desastre (um
banco, por exemplo, não tem como sobreviver caso perca seus dados sobre contas
correntes e de investimentos). Os pressupostos precisam ser garantidos, e as
empresas tem que fazer por onde para que eles possam ser factíveis e confiáveis.
Ao tratarmos de desastres ambientais alguns pressupostos
também tem que ser assumidos. Um deles, por exemplo, pode ser o de que o
sistema de alerta irá funcionar. Na estruturação dos procedimentos de resposta deste
tipo de incidente devem estar contemplados os procedimentos de resposta
emergencial, nas primeiras horas, e os procedimentos de mitigação compatíveis
com o caso tratado. Em Mariana, pelas informações divulgadas na mídia, podemos
considerar que não havia um plano de resposta compatível com o colapso de uma
barragem. Os procedimentos de resposta, de contenção e mitigação dos impactos
que pudemos conhecer foram ineficientes.
O desenvolvimento de planos de resposta a desastre é um
trabalho que exige método, e constante aperfeiçoamento. Infelizmente, isto
parece que não foi adotado pelos agentes envolvidos na ruptura da represa em
Mariana. O resultado foi desastroso e os procedimentos de resposta que foram
implementados parecem ser casuísticos, não planejados e não suportados pelos
devidos e necessários recursos técnicos e humanos. Acrescente-se que o a
exposição da população a este tipo de desastre também implica numa
responsabilidade das autoridades. A Samarco foi incapaz de responder a este
colapso, e o governo do Estado de Minas também foi incapaz de proteger a
população exposta. A existência de vilarejos exatamente no caminho das águas ou
rejeitos de uma represa por si só é inaceitável e demonstra a fragilidade dos
procedimentos preventivos.
Pela nossa experiência de desenvolvimentos de trabalhos de
gestão de risco e de gestão de resposta a desastres a Samarco não errou apenas na má gestão do incidente. Os erros começaram muito antes.
Temos muito trabalho a fazer para que desastres deste tipo tenham sua possibilidade de ocorrência e consequências diminuídas ao mínimo.
Temos muito trabalho a fazer para que desastres deste tipo tenham sua possibilidade de ocorrência e consequências diminuídas ao mínimo.
O leite está derramado, só nos resta aprender com os erros.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Mariana, Paris, Risco e Bow Tie
Atentados em Paris, rompimento de barreira em Mariana,
estado de alerta em Bruxelas, atentado contra um hotel em Mali, são algumas das
notícias que temos recebido nos últimos dias. Em comum em todos estes casos
temos a descontinuidade das atividades diárias, dos processos de trabalhos das
empresas e da vida das cidades.
No ambiente público e no ambiente privado esta
descontinuidade causa impactos indesejáveis e em alguns casos irreparáveis.
Evitar estes eventos e, no caso de sua concretização reduzir seus impactos, é o
objetivo da gestão de risco.
Não há como reduzir a zero a probabilidade de uma ocorrência
como as citadas, mas há como se trabalhar para reduzir a possibilidade de sua
ocorrência. E há como se trabalhar para reduzir o impacto de suas
consequências.
Gestão de risco é um trabalho que exige método, conhecimento
técnico do ambiente do risco a ser tratado e pesquisa para um melhor conhecimento
das ameaças e dos controles disponíveis para prevenção e mitigação. Esta variedade de conhecimentos faz com que o
trabalho de gestão de risco de casos graves, onde a combinação de probabilidade
e consequência implique num risco significativo, seja trabalho de uma equipe. A
mescla de conhecimentos faz com que o resultado seja mais eficiente e o risco
seja efetivamente reduzido.
Um dos métodos que identificamos como sendo interessante
para a realizar da análise do risco é o Bow Tie. Neste método, um dos pontos
forte é a comunicação do risco através de um diagrama de excelente
visualização, neste diagrama ficam evidenciados os mecanismos de prevenção e os
mecanismos de reação à concretização do risco. O método adotado para a análise
de risco é um ponto vital para o seu sucesso. A metodologia a ser utilizada deve
ser um guia prático, sem ser simplista, para a condução dos trabalhos técnicos
e que não permita que seus executores se percam num emaranhado infindável de
possibilidades e alternativas. O resultado final deve ser um produto que
transmita de forma prática e consistente o que deve ser feito para o tratamento
do risco. O método Bow Tie, estruturado pela Shell nos anos 90, vem aos poucos
sendo conhecido e ganhando adeptos no Brasil. Seja você um deles!
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
O que Mariana nos Ensina
Somos todos sobreviventes. Se você está lendo este artigo é
porque você administrou satisfatoriamente os riscos que você foi confrontado e conseguiu
superá-los.
Com o aprendizado adquirido nas vitórias e pequenas derrotas
sua capacidade de sobrevivência ficou ampliada. Nem todos os riscos que você
enfrentou foram vencidos com sucesso, mas os riscos maiores, que ameaçaram sua
sobrevivência foram superados. Você é a prova viva!
Entre as lições que vamos acumulando ao longo da vida, uma é
que devemos fazer a avaliação do que pode impedir a concretização de nossos
objetivos. Também aprendemos a identificar formas alternativas de superar os
obstáculos e minimizar impactos negativos quando não obtemos o desejado
sucesso.
Não atravessamos a rua sem olhar para os lados, não nadamos
em rios com correnteza, não cutucamos a onça com vara curta....
Quando nos tornamos adultos e maduros começamos a nos
preocupar com planos de saúde, aposentadoria e seguros de vida.
Ao utilizarmos este conjuntos de procedimentos estamos
fazendo a gestão do risco que pode impedir a nossa sobrevivência. Este conjunto
de procedimentos adotados, resumidamente,
são a síntese de uma gestão de risco.
Quando utilizamos um reservatório, contido por uma barragem,
que acondiciona milhões de litros de lama e substâncias poluentes devemos
avaliar o que poderá colocar em risco esta contenção e devemos também avaliar
as possíveis consequência do rompimento desta barragem. Adotar as medidas
preventivas e corretivas é consequência destas avaliações e a este processo
damos o nome de gestão de risco. O diagrama bow-tie
abaixo apresentado é uma ferramenta extremamente útil para registrar este
trabalho e divulgá-lo. A comunicação da gestão de risco é fundamental para
todos os envolvidos, direta ou indiretamente. Todos tem que ter conhecimento da
capacidade de resposta, inclusive com seus pontos fracos, e das possíveis
consequências da sua ocorrência.
Quando um desastre como o do rompimento das barreiras da
Samarco no município de Mariana acontece, é evidente que a gestão de risco foi
inadequada. Tanto na parte preventiva quanto na parte reativa, de mitigação dos
impactos.
Todos os gestores de risco devem estudar este caso e daí
tirar as lições necessárias para que os desastres não aconteçam com impacto tão
violento como este que estamos acompanhando nos últimos dias, com o agravante
de que até o momento não temos ainda completa percepção do tamanho real da destruição
decorrente.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Palestra: Segurança da Informação
No dia 29 de outubro, quinta-feira, o professor Fernando Saldanha estará apresentando uma palestra sobre segurança de informação para os alunos da UVA / Marapendi. Inscrições: https://www.eventbrite.com.br/e/introducao-a-seguranca-da-informacao-tickets-19026607094?aff=eac2 .
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Dia Triste em Mecca e em todo o Mundo
Dia triste.
A morte de quase mil devotos muçulmanos na peregrinação à Meca deve deixar todos tristes, independente de religião. Como especialista em Crowd Management fico indignado com as falhas que levaram a esta tragédia.
Depois de 1990, quando morreram quase 1.500 pessoas, este é o pior desastre neste local religioso.
Mortes em números elevados são frequentemente verificadas durante o Hajj, que é a peregrinação sagrada que todo muçulmano deve fazer pelo menos uma vez. Este ano, ainda em setembro a queda de um guindaste matou quase cem pessoas na Mesquita Sagrada (http://gerisco.blogspot.com.br/2015/09/acidente-em-mecca-mata-62-pessoas.html)
Embora as causas não estejam identificadas, por certo é uma falha dos gestores e organizadores. A multidão tem que ser gerenciada!!! O preço de quase mil mortes é inaceitável.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/tragedia-durante-peregrinacao-na-arabia-saudita-mata-centenas.html
http://www.theguardian.com/world/2015/sep/24/mecca-crush-during-hajj-kills-at-least-100-saudi-state-tv
http://www.nytimes.com/2015/09/25/world/middleeast/mecca-stampede.html
A morte de quase mil devotos muçulmanos na peregrinação à Meca deve deixar todos tristes, independente de religião. Como especialista em Crowd Management fico indignado com as falhas que levaram a esta tragédia.
Depois de 1990, quando morreram quase 1.500 pessoas, este é o pior desastre neste local religioso.
Mortes em números elevados são frequentemente verificadas durante o Hajj, que é a peregrinação sagrada que todo muçulmano deve fazer pelo menos uma vez. Este ano, ainda em setembro a queda de um guindaste matou quase cem pessoas na Mesquita Sagrada (http://gerisco.blogspot.com.br/2015/09/acidente-em-mecca-mata-62-pessoas.html)
Embora as causas não estejam identificadas, por certo é uma falha dos gestores e organizadores. A multidão tem que ser gerenciada!!! O preço de quase mil mortes é inaceitável.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/tragedia-durante-peregrinacao-na-arabia-saudita-mata-centenas.html
http://www.theguardian.com/world/2015/sep/24/mecca-crush-during-hajj-kills-at-least-100-saudi-state-tv
http://www.nytimes.com/2015/09/25/world/middleeast/mecca-stampede.html
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